
Infância é juventude.
Ainda discutida, a data mais aceita pelos pesquisadores e de 1792, neste ano nascia à mulher que iria fazer uma verdadeira revolução em sua época, filha de Gonçalves Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus, Maria Quitéria de Jesus nascia em um arraial de São Jose das Ito Pororocas, que hoje fica localizado no município de Feira de Santana no estado da Bahia.
Sua juventude foi dura, aos 10 ou 11 anos ainda não se sabe, perdeu sua mãe, seu pai logo se casou novamente, mais o destino novamente foi cruel com a família tirando também a segunda esposa do pai de Maria Quitéria, desta união não nasce nem um filho. Com este acontecimento a família decide se mudar para a fazenda (serra da agulha).
A mudança gerou novas transformações, pois seu pai Gonçalves Alves casou se pela terceira vez, e que desta vez teve três filhos. A nova madrasta diz que nunca concordou com os modos de Maria Quitéria, embora Maria Quitéria não apresentar uma educação formal, na época as escolas eram poucas e restritas aos grandes centros urbanos, com o passar dos tempos Maria Quitéria teve um aprendizado diferente, pois aprendeu como ninguém a manusear armas de fogo, montar e caçar.
Conflitos pela independência.
Com o passar dos anos Maria Quitéria ficou noiva de Gabriel Pereira de Brito, um simples lavrador, e em 1821 e 1822, iniciava-se na província da Bahia as agitações contra o domínio de Portugal.
Em janeiro de 1822 transferiram para salvador as tropas portuguesas, sob ordens do governador das armas Inácio Luis Madeira De Melo, e registrado em fevereiro o martírio de sóror Joana Angélica no convento da Lapa, naquela capital.
Em 25 do mês de julho, a câmara municipal da Vila de Cachoeira aclamou o Príncipe regente D. Pedro como “Regente Perpetuo” do nosso querido Brasil. Por esse motivo uma canhoneira portuguesa, localizada na barra do rio Paraguaçu, alvejou cachoeira, reduto dos independestes baianos.
E tempos depois mais exato 6 de setembro, se instalou na Vila o conselho interno do governo da província, que protegia o movimento pró - independência da Bahia ativamente, tentava usar recursos e voluntários para a formação de um “exercito libertador”.
Com o passar dos tempos Maria Quitéria decidiu então se alistar para o exercito. Ma seu pai não concordou com a idéia, e para não desistir de seu sonho fugiu então para a casa da irmã, que era casada com o Medeiros que deu lhe uma idéia, tentar se passar por um homem, e foi o que ela fez com ajuda da irmã, cortou os cabelos, se vestiu de homem e foi se alistar no regime da artilharia, onde ficou durante duas semanas ate que foi descoberta por seu pai.
Como se destacou se muito durante seu período de permanência no exercito o Major Jose Antonio da Silva Castro1, resolveu a deixará no exercito, e ainda adicionou uma saia à escocesa em seu uniforme.
E no dia 29 de outubro seguiu com seu batalhão para participar da defesa de Ilha de Maré e logo depois também participou da defesa de Conceição, Pituba e Itapoá. Mas se destacou mesmo em fevereiro de 1823, quando, participou bravamente do combate aos portugueses, que tentaram invadir Pituba, e onde ela sozinha escoltou os ate o acampamento2.
Reconhecimento.
E com isso os reconhecimentos começam a surgir e no dia 31 de março no posto de cadete recebe uma espada e seus acessórios.

E logo depois no dia 2 de julho de 1823, quando o “exercito libertador” entra em triunfo na cidade de salvador, Maria Quitéria novamente e homenageada por toda a população.
Por suas lutas com honra e bravura, o general Pedro Labalut, enviado por D. Pedro para comando geral da resistência, confiou-lhe as honras de 1º cadete.
E no dia 20 de agosto foi recebida pessoalmente pelo imperador, no Rio de Janeiro, que a condecorou a Imperatriz ordem do Cruzeiro, no gral de cavalheira. Com o seguinte discurso.
"Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os Serviços Militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à Causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro".
E foi promovida a Alferes de linha, posto em que se reformou, e usou a ocasião para pedir uma carta ao imperador solicitando ao pai que a perdoa se por sua desobediência.
Depois de seu pai a perdoá-la, Maria Quitéria se casou com Gabriel Pereira de Brito, e teve Luisa Maria Conceição.
Quando viúva mudou-se para feira de Santana (1835), depois se mudou novamente agora para Salvador com a filha, aonde veio a falecer aos 61 anos, quase cega.
Homenagens.
Maria Quitéria recebe uma medalha militar e por uma comenda com os eu nome, na câmara municipal, sua imagem se encontra em todos os quartéis do Brasil, por determinação ministerial e hoje em salvador existe uma estatua no cruzamento da Avenida Maria Quitéria com a Avenida Getulio Vargas.
Sua cenografia mais conhecida e uma de corpo inteiro, pintado por Domenico Failutti, que hoje se encontra no Museu Paulista, em São Paulo.
1: O major era avô do poeta castro Alves.
2: Escritores dizem que foram dois soldados.
Opinião sobre Maria Quitéria.
Para mim Maria Quitéria foi uma grande mulher que merecia ser mais lembrada nos dias de hoje, principalmente pelos baianos que foi o estado que ela defendeu, e defendeu com unhas e dentes. Maria Quitéria devia ser um exemplo para todos que luta não só por si, mais por toda a população de seu estado.
